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Segunda-feira, Junho 08, 2009
A LÍNGUA PORTUGUESA AGONIZA ... ESTAREMOS VENDO O SEU FIM?



Observar a degeneração da Língua Portuguesa é uma coisa, no mínimo, preocupante. São tantas as mensagens sem nexo que a gente recebe via net, que às vezes nem dá pra decifrá-las, especialmente se o seu remetente é jovem. Confesso que fico meio perdida pra entender algumas que me são enviadas pelo orkut e, mais ainda, preocupada por vislumbrar um melancólico fim para a nossa língua pátria, já que escrever corretamente, hoje, é sinônimo de caretice muitas vezes, até, criticada pela ala "teen". Quando eu ainda trabalhava cansei de ouvir frases entrecortadas por risadinhas dos jovens estagiários, que comentavam entre si: "Já sei que foi Regina quem escreveu isso aqui". Quando perguntava o porquê do tom de gozação , eles costumavam responder: "Porque em informática não se escreve tudo certinho não, mulher! Isso é coisa pra velhos". Hoje eu consigo entender essa advertência, embora me negue veementemente a assassinar um idioma pelo qual tenho um grande respeito, temendo "entregar" a minha faixa etária.
Tenho comigo um velho livro, da autoria de Nelson Barbalho, um ilustre literato pernambucano, nascido em Caruaru, no qual ele descreve alguns bilhetes que o Major Sinval de Carvalho, um boticário bem conhecido por aquelas bandas na década de 50 e sobre o qual já escreví aqui, costumava decifrar a fim de atender os seus remetentes, fregueses da PHARMACIA PHRANCEZA, onde atendia não só os pedidos de remédios homeopáticos que ele mesmo preparava, como, na maioria das vezes, os receitava. Um legítimo "DR. RAIZ". Esses bilhetes são um verdadeiro e compungente registro do esforço daquelas pessoas humildes e sem instrução, sem qualquer acesso à educação e à saúde públicas, ante a necessidade de se fazerem entender através da comunicação escrita na busca da cura pros seus males.
O curioso é que esses escritos em muito se assemelham aos dos nossos jovens de hoje, muitos deles universitários, o que é lamentável considerando-se as condições diametralmente opostas dos dois níveis de instrução. Vejam as semelhanças e julguem por si:
Esta é a transcrição de um dos famosos bilhetes escritos pela matutada:
"1 remedo par 1 dô de 1 lado du corpo, prove ne ente di frebe di 40 grao. A dô veio da colcha izquerda".
Mesmo precariamente grafado, percebe-se que o missivista tinha febre de 40 graus proveniente de uma dor que começou na coxa esquerda.
Agora vejam o que eu pesquei no orkut. Trata-se de um comentário feito por um formando que está escrevendo a sua monografia, opinando sobre uma decisão tomada pelo prefeito da sua cidade:
"Eu num votei nese cara nen nunca vo vota, mas pelo menus agora tem o meu apôio. Vo danca meu forrozinhu e quem axa ruim va pa bagacera qui aki so vai fica os q sabi o ki e festa flowww".
Percebam as similaridades entre as duas escritas e depois comparem o grau de escolaridade de cada um dos autores...É de fazer chorar!!!
Gente,
Vou me ausentar por algum tempo, novamente, porque estou dando uma força pra minha mãe, no interior. É que a moça que cuida dela está de férias e enquanto meus irmãos e eu não a convencemos a vir pra Recife até que a sua secretária volte, estamos nos revezando nos cuidados com a nossa velhinha, que este ano completará 95 anos e, portanto, não pode e nem deve ser deixada sozinha. Por essa razão nunca mais postei nem visitei ninguém. Desculpem a falta de notícias. Assim que eu voltar, entro em contato com vocês. Tô morrendo de saudade!
Aproveito pra agradecer por todos os votos que recebí no meu níver, além de dois maravilhosos e saborosos bolos com que as queridíssimas LUCI LACEY e BETTY carinhosamente me presentearam. Valeu, meninas. Eu amo vocês!!!
Imagem: hundobrasil.wordpress.com
História contada por Regina | 10:17 AM |
Sábado, Maio 16, 2009
S.O.S NORDESTE!


Eu pensei que há tinha visto tudo acontecer neste mundo de meu Deus, mas as notícias sobre as chuvas que estão afundando cidades inteiras no Nordeste brasileiro são, no entender da minha mãe, um "sinal dos tempos". É claro que há um certo exagero nesse vaticínio, porque por essas bandas a mãe Natureza nunca foi de economizar. A aridez do solo, decantada em prosa e verso por poetas populares e que tantos políticos mantém no poder, há tantas décadas, é a sua característica climática mais acentuada, mas por aqui, quando chove, é pra valer. Tanto, que já na década de 60 o grande e saudoso compositor GORDURINHA, em parceria com NELINHO, diante das calamidades provocadas pelo aguaceiro que descia do céu, sem dó nem piedade, fez um pungente apelo ao NOSSO SENHOR através da música "SÚPLICA CEARENSE", em cujos versos o homem do campo se redime ante o Criador por ter LHE suplicado que fizesse chover pra não morrer de sede e de fome:

"OH! DEUS, PERDOE ESTE POBRE COITADO
QUE DE JOELHOS REZOU UM BOCADO
PEDINDO PRA CHUVA CAIR SEM PARAR!
MEU DEUS, SERÁ QUE O SENHOR SE ZANGOU
E, SÓ POR ISSO, O SOL ARRETIROU
FAZENDO CAIR TODA CHUVA QUE HÁ?

SENHOR, EU PEDI PARA O SOL SE ESCONDER UM TIQUINHO
PEDI PRA CHOVER, MAS CHOVER DE MANSINHO
PRA VER SE NASCIA UMA PLANTA NO CHÃO
MEU DEUS, SE EU NÃO REZEI DIREITO
O SENHOR ME PERDOE!
EU ACHO QUE A CULPA FOI
DESTE POBRE QUE NEM SABE FAZER ORAÇÃO

OH! DEUS, PERDOE EU ENCHER OS MEUS OLHOS DE ÁGUA
E TER LHE PEDIDO, CHEINHO DE MÁGOA
PRO SOL INCLEMENTE SE ARRETIRAR!
DESCULPE EU PEDIR A TODA HORA PRA CHEGAR O INVERNO
DESCULPE EU PEDIR PRA ACABAR COM O INFERNO
QUE SEMPRE QUEIMOU O MEU CEARÁ!"

A música tem mais de quarenta anos, mas continua atualíssima, agora mais que nunca!

A Aninha Pontes, do blog O meu jeito de ser fez um post muito bonito evocando a solidariedade dos blogueiros para com os irmãos nordestinos que atravessam este momento crítico de dificuldades catastróficas, baseada na publicação do blog TOU EM OUTRA, sob o Título "DOAÇÕES NORDESTE". Reforçando o apelo da Aninha no sentido de que todos nós participemos deste ato de caridade cristã, publico, abaixo, os números das contas bancárias disponibilizadas pela CÁRITAS BRASILEIRA, organização vinculada à CNBB, para possíveis doações:

Banco do Brasil - Agência 3475-4 - C/C 8018-7
Banco BRADESCO - Ag. 0484 - C/C 66.000-0
Caixa Econômica Federal - Ag. 1041 - Operação 003 - C/C 0645-0.

Para doações ao estado do Maranhão, o mais penalizado dentre todos, os depósitos deverão ser feitos no
Banco do Brasil - Ag. 0242-0 - C/C 31.000-X
História contada por Regina | 4:17 PM |
Quarta-feira, Maio 13, 2009
CENSURA, NUNCA MAIS!!!




Está para ser votado na Câmara dos Deputados um projeto substitutivo sobre crimes na internet, aprovado e defendido pelo Senador Azeredo, cujo objetivo é criminalizar práticas cotidianas na internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso numa espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos internautas e, se aprovado, elevará ainda mais o custo da comunicação no Brasil.

No dia 14 de maio, às 19:30h, haverá um ato público em defesa da

LIBERDADE NA INTERNET

CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE

CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO

O ato será na Assembléia Legislativa de São Paulo, transmitido em streaming para todo o país pela web.

PLENÁRIO FRANCO MONTORO

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

AV. PEDRO ÁLVARES CABRAL, S/N - IBIRAPUERA

Cobertura em tempo real também pelo twitter e pelo facebook

FONTE: TREZENTOS

LEIA: MANIFESTO POR UMA CIDADANIA DIGITAL

Informações mais detalhadas no blog da LUMA

História contada por Regina | 11:00 PM |
Segunda-feira, Maio 04, 2009
ÉTICA E MORAL





Recentemente recebi por e-mail um texto cuja autoria é atribuida a João Ubaldo Ribeiro*, intitulado "PRECISA-SE DE MATÉRIA PRIMA PRA CONSTRUIR UM PAÍS", o qual comenta sobre a necessidade da EDUCAÇÃO no Brasil, de cuja inexistência resultam todos os desmandos que por aqui acontecem em termos de MORAL e de ÉTICA, enfatizando que enquanto formos uma "matéria prima" que impede o nosso desenvolvimento como nação, por considerarmos a "esperteza" mais valiosa do que a moeda corrente, nenhum presidente, magistrado ou legislador nos servirá e termina conclamando-nos a encontrarmos o culpado por essa "esperteza congênita" mirando-nos no espelho.
Também recentemente um sobrinho meu me contou dois fatos que me deixaram babando de inveja, sobre alguém que ele conheceu, recem chegado do exterior, onde morou por alguns anos (na ocasião, ele não lembrou de qual país o cara falava) e que lhe contou dois episódios marcantes em sua vida durante a sua estada por lá. O primeiro, foi quando ele pegou uma carona com um colega de trabalho que, por ter chegado muito cedo, observou que o estacionamento da empresa estava, ainda, vazio e resolveu deixar o seu carro numa vaga bem distante da entrada principal, o que os obrigava a fazer um longo caminho, a pé, até o interior da firma. O brasileiro, então, não entendeu o porquê daquela decisão do colega e resolveu perguntar-lhe por que ele tinha optado pela vaga mais longínqua, quando tinha tantas outras opções mais favoráveis aos dois. Foi aí que ele se espantou com a justificativa: "É que nós chegamos cedo e, portanto, temos bastante tempo pra adentrar o prédio, enquanto que os que irão chegar atrasados não disporão do mesmo tempo; daí, fica mais fácil pra eles se conseguirem uma vaga mais próxima".
Outro comportamento inusitado para os nossos padrões, observado por ele, foi o fato de que as pessoas lá fazem questão de abastecerem os seus carros com uma gasolina mais cara, já que nesse país não há exploração de petróleo, quando poderiam fazê-lo no país vizinho, cuja proximidade com a cidade onde ele morava é de alguns poucos quilômetros e onde existe o produto por um preço bem menor. A justificativa de todos é a de que deixando de comprar no próprio país, deixariam, também, de se beneficiar com o retorno dos impostos que são investidos na sua qualidade de vida.
Enquanto isso, aqui, do lado debaixo do Equador, o que é que a gente vê? Vê gente saindo daqui pra abastecer no Paraguai, bem como paraguaios abastecendo lá e esvaziando aqui. Afinal, o nosso lema é a conhecida "Lei do Gérson", aquela que nos preconiza "LEVAR VANTAGEM EM TUDO, CERTO?". ERRADO! ERRADÍSSIMO!!! É justamente por isso que banalizamos a desonestidade, a imoralidade, a falta de vergonha. Enquanto estivermos surdos, cegos e mudos aos atos reprováveis dos que nos cercam, estaremos sendo coniventes e, portanto, cúmplices do malcaratismo reinante na nossa sociedade. Somos pródigos em apontar os deslizes dos nossos governantes, esquecendo que, conforme enfatiza o aludido texto, nenhum sucessor destes jamais nos servirá, enquanto nós próprios não melhorarmos como "matéria prima", de forma individual, sim, mas sempre objetivando o aprimoramento coletivo e, mais que isso, ajudando a construí-lo.
Assim, se alguém que nos é querido é flagrado cometendo atitudes desonestas e ilegais, não será tapando os olhos, defendendo-o, ou atacando os seus apontadores, defensores da moralidade, da ética e da decência (felizmente, ainda os há) que estaremos ajudando essa pessoa, muito pelo contrário. Estaremos, sim, somando-nos à escória e aos vilões que tão veementemente combatemos quando nos são distantes.
* EM TEMPO:
A querida Betty, sempre antenada com o que acontece no ciberespaço, me fez o seguinte alerta: A Maris, do blog Clínica da Palavra, garantiu-lhe que o texto supra não é da autoria do João Ubaldo, mesmo circulando na Internet como tal. Ele faz parte de uma coletânea publicada pelo blog http://livrocaiunarede.blogspot.com, que denuncia e aponta esses boatos internéticos. Portanto, fica valendo o conteúdo apócrifo, que me inspirou a publicar este post. E que fique bem claro que não fui eu quem atribuiu a autoria ao ilustre escritor; Sou sua fã, mas sei que ele não precisa desse tipo de promoção.
Fica aqui o meu agradecimento a essas duas blogueiras arretadas, cujo trabalho em prol da seriedade na blogosfera em muito tem contribuido para o aprimoramento do que se publica por aqui. Valeu, meninas!!!
História contada por Regina | 10:06 PM |
Domingo, Maio 03, 2009


QUERO UM NOKIA N96 NO NATAL!









A sempre querida Luci Lacey, do hippos, convidou-me a participar deste meme que, na verdade, é um mimo, porque, afinal, quem não gosta de ganhar presentes? Além de tudo, é fácil, fácil e, o melhor: "DE GRÁTIS"!

Para participar, basta fazer o seguinte:


Escrever um post em seu blog dizendo por que você quer ganhar um Nokia N96, começando com a frase "Quero ganhar um NOKIA N96 do Blog Diversidades PORQUE ..."



O NOKIA N96 é chiquérrimo!


Depois, é só convidar pelo menos cinco blogueiros pra participar deste meme.



Finalmente, ponha um


link para o blog Diversidades




E pronto. Já está concorrendo!



Agora, moçada, habilitem-se:





ELLA - Flipt... Flopt

Márcia Clarinha - BRINCANDO COM CLARINHA

Anne Brasil, - LSD GAZETA MUNDO CÃO

Bill Falcão, - JORNAL DA LUA

Elena Fletcher - SONHO MEU





Quem quiser participar, não espere convite. Pegue o selo e siga as instruções, ok?
História contada por Regina | 9:10 PM |
Terça-feira, Abril 21, 2009
A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA



Hoje ví na TV mais uma família, aos prantos, lamentando a morte estúpida e desproposital de um ente querido. Nada de novo. Afinal, a banalização da violência já faz parte do nosso cotidiano e cada um de nós vive em constante aflição, pedindo a Deus pra que sejamos poupados desse sofrimento, qual "Januárias nas janelas", assistindo a tudo, impassíveis e impotentes espectadores do caos que se estabeleceu neste país de decrépitas leis, tão complacentes para os que as transgridem, quanto crueis e desalmadas para com as suas vítimas. O que chamou minha atenção e me tocou profundamente, neste caso específico - um assassinato brutal de uma mulher grávida cuja sentença de morte foi levada a efeito pelo bandido, simplesmente porque ela demorou muito a se desvencilhar do cinto de segurança que a mantinha presa à poltrona do seu carro, gesto este que o irritou a ponto de cometer essa barbárie - foi uma frase pronunciada por uma de suas parentas, no velório: "ATÉ QUANDO A SOCIEDADE VAI PERMITIR QUE ISSO ACONTEÇA? POR QUE NINGUÉM SE MEXE, ATÉ SER VÍTIMA DESSA VIOLÊNCIA? BASTA! A GENTE TEM QUE LUTAR PRA DAR UM BASTA NISSO!!! CADA UM DE VOCÊS, QUE ESTÃO ME OUVINDO AGORA, PODE SER A PRÓXIMA PESSOA QUE ESTARÁ PASSANDO POR ISSO, GENTE! CHEGA!!!"
Sentí profundamente o efeito desse desabafo; até me ví ali, no lugar daquela senhora e comecei a pensar como deve ser difícil perceber que a sociedade toda vai se condoer e lamentar aquela ocorrência, mas logo, logo, vai esquecer daquela cena e voltar aos seus afazeres esperando o próximo noticiário que, certamente, a repetirá, com novos personagens, em novos cenários, é bem verdade, mas a mesmíssima cena, indiferentes à dor dos que ficaram sem os seus filhos, pais, mães, parentes e amigos ... Até que a violência bata à sua porta. Fiquei pensando em mil formas de combater essa chaga social que não poupa ninguém. Ricos, pobres, trabalhadores, estudantes, donas de casa, mendigos, enfim ... Todos estamos à mercê desse risco, cada dia mais iminente e não se toma qualquer atitude para coibi-lo! Lembrei de uma frase que ouví ainda nos meus tempos de estudante e que nunca me saiu da cabeça: "O POVO É IGUAL A UMA BOIADA: NÃO SABE A FORÇA QUE TEM; SE O SOUBESSE, JAMAIS SE DEIXARIA LEVAR POR UM BOIADEIRO SÓ". Daí me peguei sonhando com um dia imaginário, no qual todos iríamos nos unir, saindo às ruas, batendo panelas, acionando buzinas, sinos, batuques de todas as percussões, em uníssono, exigindo o fim da violência e das leis protetoras de criminosos de todos os naipes, parando o país de todas as suas atividades, num grande cortejo nacional em defesa do nosso sagrado direito à vida ... Mas o meu sonho durou pouco, porque havia começado o noticiário das oito e nova onda de violência tomou a telinha, me fazendo acordar pra dura realidade que é viver num país sem cidadania ...Peraí ... O que é que eu tô dizendo? Afinal, acabo de declarar os meus rendimentos anuais à Receita Federal; pago os meus impostos (que são muuuuuuuuuuitos!) em dia (Tem alguma outra alternativa?); além de ter votado na última eleição, o que me faz perceber que, no final das contas, sou uma cidadã, sim! Alguém aí discorda?
Outra "solução" que me veio à cabeça, no meu devaneio, foi a de expatriar todos os "nossos" meliantes pros Estados Unidos, que punem severamente os que ousam burlar a lei. Um bom exemplo foi o daquele brasileiro feladaputa que estuprou durante anos a própria filha, com quem teve, até, filhos-netos (se é que existe o parentesco) e pegou maravilhosos 109 anos de xilindró, sem direito à condicional "... Sonha, sonha, Regina Célia... " - Ouví, baixinho, a triste voz da razão.
Tive, mesmo, que acordar, antes que alguém viesse me perguntar: "Cadê o "baseado" que tava aqui?". Sim, porque só quem tava num "táxi lunar", pra "viajar" assim. É, ou não é?
Imagem: bloglog.globo.com
História contada por Regina | 11:03 PM |
Terça-feira, Abril 14, 2009
DIA INTERNACIONAL DO BEIJO



13 de abril é o dia internacionalmente consagrado ao beijo, não me perguntem por quê. Comecei este post justamente nessa data mas, como escrevo muito morosamente, pra evitar falar besteiras demais, acabei adentrando a madrugada do dia 14. Não faz mal. O que eu queria, mesmo, aproveitando a celebração desse gesto, era contar o desastre que foi o meu primeiro beijo, se é que se pode chamar assim aquela panacéia...

Eu tinha uns quinze anos quando conhecí um rapaz que passou a ser o meu par constante nas festinhas, matinées, "assustados" e outros festejos que ocorriam lá na minha cidade, nos quais eu sempre dava um jeito de estar presente, já que lá em casa a ordem era essa: "Só pode dançar quem não namorar". Como dançar pra mim era vital, eu nem pensava em arranjar namorado. O preço era alto demais a pagar! Até porque, a minha irmã mais namoradeira vivia chorando pelos cantos da casa, eterna vítima de amores não correspondidos e aquilo não era atrativo algum pra mim... Onde já se viu a pessoa gostar de sofrer? E, ainda por cima, trocar a delícia dos salões de dança por uma autocomiseração daquelas? Eu, hein?!

Pois bem. Estava eu em pleno gozo da minha liberdade quando, ao voltar da festa de São João do meu colégio, onde tinha participado da quadrilha junina, aquele garoto se ofereceu pra me acompanhar até em casa e, por mais que eu dissesse que não era necessário, já que a minha turma toda estaria indo pro mesmo destino, ele insistiu e eu acabei aceitando a cortesia. Ocorre que o meu vestido de matuta era de manguinhas "coco", debruadas com lacinhos e um dos laços teimava em se desfazer a toda hora, me obrigando a pedir pra alguém ajustá-lo cada vez que ele se desmanchava. Foi justamente o que aconteceu enquanto eu caminhava junto ao espertinho que, ao ser solicitado para me ajudar a amarrar o tal laço, achou que isso era uma "deixa" pra que ele me beijasse. Coitado! Acho que se arrepende do intento até hoje, porque eu, sem qualquer titubeio e sem a menor delicadeza, apanhei uma pedra no chão, taquei na cabeça do desavisado "Don Juan" e saí correndo, em disparada, chorando que nem uma louca. Difícil foi explicar pro resto da turma o que tinha acontecido. Difícil, não! Impossível, porque eu jamais lhes dei qualquer justificativa.

Anos depois, já adulta, encontrei aquele garoto, agora homem feito, e nós demos muitas risadas relembrando aquele fiasco que foi o ensaio do que poderia ter sido o MEU PRIMEIRO BEIJO. Pena que nunca pudemos levar a cabo aquela tentativa, pois ele já estava casado e eu apaixonada pelo meu então namorado... E beijando muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito!

UM GRANDE BEIJO PRA VOCÊS... SMACK! SHUIPT!

Imagem: pingodemel.blogs.sapo.pt

História contada por Regina | 12:38 AM |